IA no Agro: artigo de Leonardo de La Vega, da F&S CAP, é destaque no Agrimídia

Jun 2026 · 5 min de leitura

O artigo "O que a Toyota pode ensinar à agroindústria na era da IA", de Leonardo Thielo de La Vega, CEO da F&S CAP, foi publicado no Agrimídia. Veja por que a tese dialoga com o trabalho da Espresso Labs como software house para o agro.

O Agrimídia, portal do grupo responsável por publicações de referência do agronegócio como a Suinocultura Industrial e a Avicultura Industrial, publicou na coluna Fala Agro o artigo “O que a Toyota pode ensinar à agroindústria na era da IA”, assinado por Leonardo Thielo de La Vega, médico veterinário, pesquisador e CEO da F&S CAP.

A ponte entre a linha de montagem e a granja

O argumento de Leonardo parte de uma comparação inusitada e precisa. A Toyota construiu sua liderança industrial capturando e sistematizando o conhecimento das suas pessoas, muito antes de existir IA, e hoje usa a tecnologia para potencializar esse patrimônio: sistemas de IA generativa que organizam décadas de conhecimento de engenheiros seniores, um programa global que levou IA a onze áreas da operação e resultados concretos, como a economia de milhares de horas de trabalho por ano na manufatura.

A provocação do artigo: o agro brasileiro tem um dos maiores patrimônios de conhecimento em produção animal do mundo, distribuído entre veterinários, zootecnistas, agrônomos e engenheiros. A oportunidade da IA não é substituir esse conhecimento, e sim transformá-lo em inteligência acessível para toda a organização, exatamente como a montadora japonesa vem fazendo.

O detalhe que muda tudo: biologia não é parafuso

O trecho do artigo que mais conversa com o nosso trabalho é o alerta sobre a natureza dos sistemas de IA no agro. Na manufatura, as variáveis são estáveis. Na produção animal, nutrição, ambiência, sanidade, bem-estar e genética mudam a cada ciclo, e um modelo que funciona hoje pode falhar amanhã.

A conclusão de Leonardo é uma provocação direta a quem fornece tecnologia para o setor: parceiros de software precisam se comprometer com customização permanente e contínua, sob pena de entregar sistemas que ficam obsoletos na velocidade do conhecimento que tentam capturar. Software para o agro não é projeto com fim, é relação de evolução constante.

É difícil descrever melhor a forma como enxergamos desenvolvimento de software. A combinação de construção sob medida com sustentação e evolução contínua é o modelo que praticamos há mais de 8 anos, com mais de 57 sistemas em operação, e é o que define uma software house para o agro digna do nome: não um fornecedor que entrega e some, mas um parceiro de engenharia que evolui o sistema no ritmo em que o campo muda.

Espresso Labs e F&S CAP: uma software house para o agro brasileiro

E aqui entra o significado especial da publicação: a F&S CAP, empresa liderada por Leonardo e voltada à inovação para a produção sustentável de alimentos, é parceira estratégica e investidora da Espresso Labs. Juntas, as duas atuam como uma software house para o agro: a F&S CAP entra com o conhecimento profundo de produção animal, definindo o que medir e por quê, e a Espresso entra com a engenharia de software, construindo e evoluindo sistemas sob medida que aguentam a realidade do campo, exatamente a combinação que o artigo defende.

Se a sua operação no agro busca transformar conhecimento acumulado em sistemas que decidem melhor, fale com a gente.

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